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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Inquisição - Realmente o monstro que pintam? Terceira parte(Final).







Vimos nos textos anteriores, de forma resumida, como aconteceram e como deveriam ter acontecido os diferentes tipos de inquisições. Vimos também os aspectos particulares das inquisições Espanhola e Portuguesa, esta última, também englobando o Brasil.



Através destes textos pudemos navegar ligeiramente, mas com veracidade, nos acontecimentos da inquisição e, com senso critico, inteligência e honestidade, percebemos que pouco ou nada nos é passado sobre a verdade da mesma.



É fácil ver o quanto o Estado foi responsável pelas barbáries cometidas e o quanto se esforçam, os inimigos da fé, por atribuir estas a igreja, embora alguns clérigos tenham compactuado com o Estado para tal. Toda via a Igreja , quanto instituição e parâmetros, se mostrou e sempre mostrará totalmente contrária e aos excessos ocorridos.



Porém, como Mãe humilde, a Igreja, na pessoa do Papa João Paulo II, pediu perdão pela corrupção e excessos cometidos por clérigos e leigos neste período.

Nota-se que muito foi atribuído a Igreja, mesmo mortes causadas por protestantes ou interesses tipicamente políticos do Estado.



Mesmo assim, comparada com tantos outros eventos religiosos, militares ou culturais, a inquisição tem uma envergadura mínima, porém a proporção que tem até os dias de hoje é muito maior.

Na mídia, a inquisição sempre é inflada com o fim de desmoralizar a Igreja e sua fé. Não encontrando em seu princípio, tradição e doutrina algo reprovável, se utilizam destes artifícios para que se veja a Igreja de forma caricaturada.



Devemos , ao ler este texto, manter um espírito de honestidade, libertando-nos do preconceito e das informações infundadas, impregnadas em nós por diversos motivos.

Convido ao leitor a questionar-se sobre suas fontes e seus conhecimentos sobre este determinado assunto, refletindo sobre a credibilidade e , automaticamente, veracidade de seus dados.

Este estudo, limitado e bem resumido, não têm a pretensão de esgotar o assunto, mas apenas aguçar o leitor, levando-o a estudar mais, através de fontes fidedignos e imparciais.







sexta-feira, 13 de março de 2009

DECLARAÇÃO DA CÚRIA METROPOLITANA DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE


Declaração da Cúria Metropolitana do Recife




Considerando a ampla divulgação do caso recente, ocorrido na cidade do Recife, de uma menina de apenas nove anos que foi submetida a um aborto, a Cúria Metropolitana declara:
1- Todos os esforços desta Arquidiocese foram no sentido de salvar a vida das TRÊS crianças.
2- Nossa Santa Igreja sempre condenou todas as violações graves da Lei de Deus (por exemplo, injustiças, homicídios, pedofilia, estupro, etc) mas colocou em evidência quais são as violações mais graves, sobretudo o aborto que é a supressão de uma vida de um ser humano inocente e indefeso. Para cumprir mais eficazmente a sua missão de convencer os fiéis a observarem esta lei de Deus, a Igreja estabeleceu a penalidade medicinal da excomunhão Latae setentiae, isto é, que se incorre automaticamente pelo simples fato de cometer o delito.
3- Não foi, portanto, o Arcebispo Dom José Cardoso que excomungou alguém. Depois do fato consumado, o Arcebispo simplesmente mencionou a lei vigente que se encontra no cânone 1398 do Código do Direito Canônico: Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão Latae setentiae.
4- Esta excomunhão, aplicada, automaticamente aoa adultos, portanto não à menina de 9 anos, tem como finalidade a conversão de quem praticou o aborto, pois é missão da Igreja levar todos à salvação, já realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não é uma exclusão defintiva da Nossa Santa igreja Católica, desde que os envolvidos se arrependam de seus atos.
5- Esta disciplina foi estabelecida pela Nossa Santa Igreja em todos os tempos. Recordamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica no número 2271 (promulgado oficialmente pelo Papa João Paulo II: “Desde o século 1, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou. Continua invariável. O aborto direto, quer dizer querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário à lei moral”.
O Papa cita em seguida as palavras do documento Didaché do I século: Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido.
Em seguida, o catecismo da Igreja Católica cita as seguintes palavras do Concílio Vaticano II: “Deus, senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna ao homem. Por isto, a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos”. E acrescenta: “O inalienável direito à vida de todo o indivíduo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação”. Recordemos emfim as palavras dirigidas pelo Papa Bento XVI no passado dia 9 de fevereiro ao novo embaixador do Brasil junto à Santa Sé. “desejo reiterar aqui o desejo de que, em conformidade com os princípios que zelam pela dignidade humana, dos quais o Brasil sempre se fez paladino, se continue a fomentar e divulgar os valores humanos fundamentais, sobretudo quando se trata de reconhecer de maneira explícita a santidade da vida familiar e a salvaguarda do nascituro, desde o momento de sua concepção até o seu termo natural. Pari passu, no que diz respeito às experiências biológicas, a Santa Sé vem promovendo a defesa de uma ética que não deturpe e proteja a existência do embrião e o seu direito de nascer”
Recife, 10 de março de 2009.



Padre Cícero Ferreira de Paula
Chanceler e professor de Direto Canônico